Fortalecendo a liderança para a preparação para emergências: novos insights de seis países

24 de Junho de 2025

Fortalecendo a liderança para a preparação para emergências: novos insights de seis países 

Um sistema de saúde forte e resiliente é mais do que sua infraestrutura, produtos e serviços — depende das pessoas que o lideram e gerenciam. Um novo estudo multinacional afirma que, com as ferramentas certas, processos estruturados e autonomia, as equipes de saúde pública podem usar dados para aprender em conjunto, tomar decisões coletivas oportunas e implementar soluções localmente adequadas para desafios complexos — incluindo emergências.

Publicado em Avaliação e Planejamento de Programas, o estudo avalia o programa Liderança e Gestão para Resultados em Pandemias (LMRP) da Management Sciences for Health (MSH), implementado no Quênia, Malawi, Nigéria, Peru, Ruanda e Uganda com financiamento dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA no âmbito do projeto “Capacitação para Institutos Nacionais de Saúde Pública (NPHI)”.

As descobertas reforçam uma das principais convicções da MSH: sistemas fortes de liderança, gestão e governança (LMG) são essenciais para a prevenção, preparação e resposta eficazes a emergências de saúde pública. Com base em cinco décadas de experiência, a MSH há muito reconhece que, quando o desenvolvimento de liderança é incorporado a esforços mais amplos de fortalecimento do sistema de saúde (HSS), ajuda as instituições de saúde a se recuperarem de choques e a manter serviços de alta qualidade, acessíveis e que salvam vidas.

Liderança em ação

Diferentemente do treinamento didático tradicional ou do coaching de liderança executiva, o LMRP enfatiza a aprendizagem experiencial e baseada em equipe. Ao longo de 14 a 15 semanas, equipes diversificadas de profissionais de saúde aplicaram ferramentas estruturadas, incluindo o Modelo de Desafios, análise de causa raiz e mapeamento de partes interessadas, para resolver desafios reais em seu trabalho diário.

Para avaliar o impacto, a avaliação utilizou uma abordagem de coleta de resultados para identificar mudanças tangíveis no comportamento, na colaboração e no desempenho do sistema. Os resultados foram claros:

Os participantes não apenas aprenderam — eles lideraram. Muitas equipes aplicaram suas novas habilidades além da COVID-19 para fortalecer as respostas locais à cólera, dengue e ebola. Outras usaram sua experiência para otimizar fluxos de trabalho, melhorar a coordenação e promover prioridades relacionadas à segurança sanitária global (SGS) e à prestação de serviços de rotina.

Fortalecendo sistemas de dentro para fora

O estudo mostrou como o aumento da capacidade de liderança e gestão tornou as equipes de profissionais de saúde pública mais bem equipadas para trabalhar juntas: gerenciando efetivamente a resposta em seus níveis, permitindo melhor administração de recursos escassos, tomada de decisão mais transparente, priorização de atividades urgentes baseada em evidências, melhor coordenação e colaboração e maior resiliência diante de ameaças atuais e futuras à saúde pública.

A avaliação destaca como o LMRP ajudou a construir os hábitos, a confiança e as estruturas que sustentam sistemas de saúde resilientes. Mesmo em um curto espaço de tempo, os participantes se tornaram mais ágeis, mais eficazes e mais bem preparados para enfrentar o inesperado.

Um modelo comprovado para o futuro

À medida que os países trabalham para prevenir e se preparar para futuras ameaças à saúde, a MSH oferece um modelo comprovado e adaptável para fortalecer a liderança e melhorar o desempenho em todos os níveis do sistema de saúde. Com base nas lições do LMRP, nas conclusões deste estudo e em cinco décadas de experiência, a MSH desenvolveu o Aceleradora de Liderança e Gestão (LMA) — um modelo escalável e testado em campo para fortalecer sistemas LMG em qualquer contexto.

A LMA já está ajudando instituições de saúde ao redor do mundo a gerar e implementar soluções inovadoras para seus desafios mais urgentes.